fevereiro 16, 2010

Torta de maçã com creme de leite



Ano passado meu marido me deu a Agenda Gourmet de natal. Somente agora resolvi fazer as receitas da mesma. Como faço desde pequena, aprecio as fotos, leio as receitas e a imaginação me leva a cenas em que eu mesma faço tudo que li e vi. Explicado a demora na produção.

Em 2010 não foi diferente. Peguei a agenda já bastante usada e comecei a folhear. Meu olhar fixou-se em um título. Uma sobremesa. Foi como se eu tivesse saboreado aquelas maçãs mergulhadas no creme de leite naquele momento. Creme de leite, o som parece descer redondo pela garganta. Delícia!

A receita foi desenvolvida pelo Chef Roland Villard, que dedicou  um prato salgado e um doce que caracterizasse cada região francesa nas elaboração da agenda. Neste caso, a Torta de maçã com creme de leite representou a Normandia que fica a noroeste da França, cuja a gastronomia tem por base a maçã, o leite, a carne e os frutos do mar. Região onde se originou o queijo Camembert. Pesquisa feita na própria agenda, que homenageou a capital francesa em seu ano no Brasil.

De preparo fácil, fiz algumas alterações nos ingredientes. Segui minha intuição. Ficou deliciosa, embora quando servi estava fria. Retirada da geladeira a princípio reprovamos. Então, resolvi seguir a recomendação do Chef e passei a servi-la em temperatura ambiente. Como mágica, tudo ficou diferente.

fevereiro 15, 2010

Chá preto com caldo de laranja



Hoje folheando um dos meus livros de receitas, na verdade  uma enciclopédia que minha mãe me deu e que me lembro perfeitamente que quando criança ficava horas olhando as fotos e me imaginando fazendo cada uma delas, encontrei algumas cujo ingrediente principal é o chá preto. Chá preto com frutas!

Com esse calor infernal nada melhor que abrir a geladeira e e ver aquela garrafa com uma bebida linda e geladinha à espera de ser degustada. E na hora do trabalho... e depois da ginástica... e...e...e...

Pêssego, laranja ,grapefruit, abacaxi. Essas são algumas das frutas que podem ser adicionadas ao chá. Cada uma delas é usada de uma maneira diferente e escolhi começar com o de laranja e cravo.

A alquimia deu certo. O chá ficou aveludado, com o gosto de laranja amenizando o do chá preto e no finalzinho vem o gosto do cravo que acentua a vontade de beber cada gole bem devargar.

fevereiro 12, 2010

Nem tudo é acerto



Em uma da nossas andanças por Copacabana, eu e meu marido entramos em um café apenas para conhecer seu interior. Não comemos ou tomamos alguma coisa. Mas bati os olhos em um bolo de iogurte que despertou meu desejo por uma boa fatia.

Hoje decidi fazer a receita que tinha em casa. O bolo até que ficou bonito, mas percebi que preciso, urgentemente, comprar um lindo prato para colocar meus quitutes e que  preciso produzir fotos mais elaboradas. Isso vai precisar de um pouco mais de tempo.

Antes que esfriasse, parti um boa fatia. Nada do que minha imaginação tinha criado se fez presente no momento da primeira mordida. Não que tivesse ficado péssimo, mas delicioso não é bem o termo para descrever esta receita.

É um bolo leve e bem docinho. Mas, o sabor que fica na boca é de óleo. Acho que devo ter errado na escolha do tipo de óleo ou deveria ter escutado minha intuição e diminuído na quantidade. O certo é que ainda vou repetir a receita com as devidas correções.

Provando outro pedaço... Não vou fazer novamente e muito menos publicar esta receita.

Mas comprar um prato bonito, isso eu vou.

fevereiro 07, 2010

Pão de fubá caboclo




Quando iniciei este blog eu vendia pães. Por isso coloquei a frase que está logo abaixo do nome Alecrim. Mas isto foi tão contraditório pois havia escrito apenas um post sobre pão, até hoje.

Fazer pães é uma paixão difícil de ser domada. Muitas receitas não dão certo ou chegam a um resultado desanimador. Mas a cada fornada a relação vai amadurecendo. Muitas vezes a vontade é de abandonar a empreitada. Se a escolha for esta, possivelmente lá na frente você irá se arrepender por não ter tentado um pouco mais. Esta arte requer persistência, obstinação. Todo o esforço vale à pena. O aroma que preenche o espaço da cozinha; o visual do pão quentinho saindo do forno; o orgulho de ter feito seu próprio pão, compensa toda a jornada. Aliás, não há uma pessoa que não fique impressionada com o feito e te faça mil elogios.

O que me fascina na produção de pães é a mágica. A alquimia da mistura dos ingredientes até o crescimento é algo inspirador. É semelhante à vida. Mistura, sova, descanso, sova, crescimento e depois nascer em todo o seu esplendor.

 O pão é o alimento mais reciclável na minha opinião. Pois pode se transformar em pudim, em pizza, torradas, bruschetas e se ficar duro, pode se fazer rabanadas e até farinha de rosca. Bem, o quê a imaginação ditar.

Com o tempo vem a segurança. Então qualquer receita irá ser adaptada para sua técnica, pois esta será aprimorada com o tempo. Pelo menos comigo aconteceu desta maneira.